quarta-feira, 26 de setembro de 2012

peso

aquele momento da madrugada que a culpa, o pesar ou até mesmo a indignação faz com que você abra qualquer arquivo, pegue caneta e papel e comece a correr de qualquer maneira palavras.
mais e mais vão saltando e muitas destas nem sentido precisam ter....o único sentido pra você é continuar escrevendo como se fosse algo sério, ou como se passasse as horas e você ainda não tivesse ou não conseguido escolher as palavras para o momento.
aquele tipo de coisa que você vai ler daqui a algum tempo e pode ou não continuar fazendo sentido...a única coisa que será a certeza é de você sentada com a cabeça mil tentando explicar o que não precisa explicar.
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até que você para. e olha. e dá vontade de apagar tudo. porque pensa que não vai fazer sentido nenhum....ao menos para aquele que resolver aparecer aqui para ler.
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mas quem disse que a vida não é complicada? que precisa ser certa? que você deve ser certo? tem o lance de princípios...mas acredito que cada um tenha o seu, e consequentemente tem o limite...e vai acabar agindo de acordo com o seu....
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a pior coisa ainda é você querer escrever em códigos, para que ninguém entenda...mas ao mesmo tempo você quer que alguém entenda...que alguém dê uma luz...
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somente vontades...a maior ainda é que a dor fosse junto com as palavras. mas parece que elas permanecessem grudadas nas pontas dos dedos, ou na ponta da caneta...como se você ainda não estivesse escrevendo nada certo para que elas desaparecessem.
Ou pior, ficam ainda na ponta da língua esperando para serem engolidas para pesar mais o coração.

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