sábado, 25 de maio de 2013
Sobre pedaços de um caderno manchado de whisky
Quando olho estas folhas, retorno para algumas situações e vejo que manchei bem mais de outras coisas do que de Whisky. E me pergunto quantas destas manchas foram possíveis de serem apagadas. Não por mim, é lógico. Lembram? Eu apenas crio as manchas assim como as cicatrizes. Apenas vejo aquela primeira gota que se transforma numa poça ou dou sempre o primeiro tiro numa briga e não tenho coragem de assistir o ferimento sangrar e cicatrizar.
Podem me chamar do que for. Destruidor, cruel, retardado, perdedor. Pode dizer que nunca vou encontrar uma pessoa que me entenda. Que me ame. Que queira compartilhar tudo.
Pode falar que nunca vou conseguir colocar um ponto final nas coisas que apenas irei usar vírgulas. E que estas apenas fazem curvas na minha vida que não tem fim, e que sempre acabo voltando para as velhas dores que eu mesmo criei.
Porque a única certeza que tenho por enquanto é que preciso de um novo caderno. Para formular novas manchas.
E continuar a me manchar com elas.
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